quarta-feira, 11 de março de 2015

Livros Apócrifos - Inspirados ou não? - Primeira Parte



                 Livros Aprócrifos são também conhecidos como Livros-Pseudo-Canônicos, O termo Apócrifo,foi criado por Jerônimo,no quinto século para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras,
Malaquias e a vinda de Jesus Cristo.São livros que não foram inspirados por Deus e que não fazem parte do cânon Bíblico. Refere-se aqueles que não eram lidos em público,
portanto,"ocultos" de outros. Eram aceitos por diversas comunidades católicas de todo o Império Romano e a definição dos evangelhos que seriam verdadeiros e os tidos apócrifos começaram com o Imperador Constantino(272-337) e terminaram com o Decreto Gelasiano(492-496).
           Numa pequena localidade no alto Egito,em Nag Hammadi,em 1945,o camponês Muhamad Ali Salmman, encontrou um grande pote de cerâmica, contendo 13 livros de papiro encadernados em couro. No total descobriram 52 textos naquele sítio. Esses papiros encontrados,tinham cerca de 1500 anos, e eram traduções de manuscritos ainda mais antigos feitos em grego e na língua do Novo Testamento. A nação de Israel tratou esses livros com respeito, mas nunca os aceitou como livros verdadeiros da Bíblia Hebraica. A igreja Cristã Primitiva debateu o status dos Apócrifos, mas poucos Cristãos primitivos acreditaram que eles pertencessem ao Cânon da Escritura. O Novo Testamento repete partes do Velho Testamento centenas de vezes, mas nenhum lugar repete ou faz referência a qualquer dos livros Apócrifos. Além disso, há muitos erros comprovados e contradições. Os livros Apócrifos ensinam muitas coisas que não são verdadeiras e tampouco historicamente precisas. A igreja católica adicionou em sua Bíblia, oficialmente, na metade do ano 1500 d.c; no Concílio de Trento, primariamente em resposta à Reforma Protestante. Esses livros apóiam algumas das coisas que a igreja católica romana crê e pratica, coisas que não estão em concordância com a Bíblia. Exemplos: a oração pelos mortos, petições aos santos nos céus  por suas orações, adoração a anjos e doações de caridade como expiação pelos pecados. Por causa de erros históricos e teológicos, os livros devem ser vistos como documentos religiosos e históricos falhos, não como a Palavra de Deus que é inspirada e cheia de autoridade.


             Uma das principais evidências contra a Canonicidade dos livros Apócrifos é que nenhum dos escritores bíblicos Cristãos citou tais livros. A tendência para incluir estes escritos como canônicos foi primariamente iniciada por Agostinho(354-430). No Concílio de Cártago, em 397 AEC, foram acrescentados Apócrifos na Bíblia Católica Romana,mas foi só em 1546 AEC,no Concílio de Trento é que foi oficializado a aceitação desses livros no seu catálogo dos livros da Bíblia. O Concílio de Trento não aceitou todos os escritos anteriormente aprovados pelo Concílio de Cártago,mas deixou de lado três deles: a Oração de Manassés e 1° e 2° Esdras. Assim,estes três escritos, que haviam aparecido por mais de 1.100 anos na aprovada "Vulgata Latina", foram então excluídos. Falta-lhes completamente o elemento profético,seus ensinos e seus conteúdos muitas vezes se contradizem, são repletos de inexatidões históricas, recorrem a uma extravagante linguagem, e um estilo literário inteiramente estranho às Escrituras inspiradas.
              Pode-se dizer que a melhor evidência contra a canonicidade dos Apócrifos são os próprios Apócrifos. Para alguns Teólogos,e para a maioria dos historiadores, os livros do Novo Testamento, assim como os textos apócrifos, datam de muito tempo após a vida de Jesus, sendo alguns deles escritos mais de 200 anos após a morte e ressurreição, não podendo ser considerados fidedignos, ou seja, nem tudo o que neles fora escrita mostra com precisão a verdade. Muitos textos seculares citam esses textos Apócrifos, como poe exemplo o livro e filme: "O Código da Vinci", que utiliza fatos encontrados nestes livros,para melhorar a trama do livro, visto que são muito poucos os que conhecem, mesmo que parcialmente.


               No Cristianismo Ocidental atual existem vários livros considerados Apócrifos; o número desses livros é maior que o da Bíblia Canônica. É possível contabilizar 113 deles, 52 em relação ao Antigo Testamento e 61 em relação ao Novo Testamento. A tradição conservou outras listas dos livros Apócrifos, nas quais constam um número maior ou menor de livros. A partir do segundo século EC, desenvolveu-se um imenso conjunto de escritos que afirmam ter inspiração divina e canonicidade.
         Um grande número deles são conhecidos apenas através de fragmentos existentes, citações ou alusões a eles por outros escritores. Eles manifestam uma tentativa de prover informações que os escritos inspirados não falam, tais como as atividades e os eventos relacionados com a vida de Jesus, desde a sua infância até o tempo do seu batismo. O evangelho de Tomé e o Protoevangelho de Tiago estão cheios de relatos fantasiosos de milagres supostamente realizados por Jesus na sua infância. Os "Atos de Paulo" e os "Atos de Pedro", dão muita ênfase à completa abstinência de relações sexuais, e, até mesmo apresentam os apóstolos como instando com as mulheres a se separarem do marido, indo ao contrário do que está escrito em I Coríntios 7. 
           Assim como os anteriores escritos Apócrifos foram excluídos do Antigo Testamento, assim também estes não foram aceitos como inspirados, nem foram incluídos como canônicos no Novo Testamento. 



                      Diferenças básicas entre as Bíblias Hebraica,Protestante e Católica:

                              BÍBLIA  HEBRAICA (A Bíblia dos Judeus) : 

  a) Contém somente os 39 Livros da Velho Testamento.
  b) Rejeita os 27 Livros do Novo Testamento como inspirados, assim como rejeitaram a Cristo.
  c) Não aceita os Livros Apócrifos incluídos na Vulgata (Versão Católica Romana).

                              BÍBLIA  PROTESTANTE (A Bíblia Cristã) :

  a) Aceita os 39 Livros do Velho Testamento e também os 27 Livros do Novo Testamento.
  b) Rejeita os Livros Apócrifos incluídos na Vulgata, como não Canônicos.

                    BÍBLIA   CATÓLICA (A Bíblia dos Católicos) - Versão Vulgata :  

  a) Contém os 39 Livros do Velho Testamento e os 27 Livros do Novo Testamento.
  b)  Incluí na versão Vulgata, os Livros Apócrifos ou não Canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1° e 2° Macabeus, Seis capítulos acrescentados no Livro de Ester e Três capítulos no Livro de Daniel.

               BÍBLIA  CATÓLICA (A Bíblia dos Católicos) - Versão Septuaginta :

  a) Contém os 39 Livros do Velho Testamento e os 27 Livros do Novo Testamento.
  b) Incluía os Livros Apócrifos ou não Canônicos que sâo: III e IV Esdras, Oração de Azarias, Tobias, Adições a Ester, A Sabedoria de Salomão, Eclesiástico(Também chamado de Sabedoria de Jesus, Filho de Siraque), Baruque, A Carta de Jeremias, Os Acréscimos de Daniel, A Oração de Manassés, I e II Macabeus e Judite.



               P o r   q u e     o s    C r i s t ã o s    R e j e i t a m    o s    A p ó c r i f o s ?     

              Porque com o Livro de Malaquias, o Cânon Bíblico havia se encerrado. Depois de 435 a.c não houve mais acréscimos ao Cânon do Antigo Testamento. A história foi registrada em outros escritos, tais como os Livros dos Macabeus.
             Não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre Jesus e os Judeus sobre a extensão do Cânon, estavam de pleno acordo em que acréscimos ao Cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias de Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias.
            A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito frequentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o Cânon estabelecido do Antigo Testamento, nada mais e nada menos, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus.
            Existem muitas testemunhas contra os Apócrifos, são personagens históricos que depõe contra eles, tais como: Josefo, Orígenes, Tertuliano, Hilário, Atanásio, Jerônimo e Melito.
            Uma das grandes razões, talvez a principal delas, porque os evangélicos rejeitam os Apócrifos, é devido a grande quantidade de heresias que tais livros apresentam. Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra de Deus.
            Ensinam no livro de Tobias artes mágicas ou de feitiçaria como método de exorcismo, também ensinam que esmolas e boas obras limpam os pecados e salvam a alma e também ensinam que os anjos mentem.
            O livro de Eclesiásticos ensina a existência de um lugar chamado purgatório. Ensinam atitudes anticristãs, tais como: Vingança(Livro de Judite), Crueldade e Egoísmo(Livro de Eclesiásticos), a Igreja Católica tenta defender a Imaculada Conceição baseando em uma deturpação dos Apócrifos(Livro de Sabedoria).

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. F i m    d a     P r i m e i r a     P a r t e .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

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                                        Vejam na Segunda Parte desta Matéria:

  -- Resumo do conteúdo de cada um  dos sete livros Apócrifos que foram incluídos na Vulgata Latina.

-- Relação de outros Livros Apócrifos.

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